Eu ou nós? Desde que nascemos até ao momento da nossa morte, passamos por inúmeras fases de desenvolvimento e crescimento. Começamos com uma relação de dependência e vamos crescendo, assumindo vários papéis.

Começamos por ser crianças, estudantes, adolescentes com desejo de independência e mais tarde, adultos que sonham e ambicionam voltar à adolescência. Ao longo de todas essas fases somos parte integrante de um ou mais grupos, seja ele familiar, escolar, laboral ou um grupo de amigos, sendo que são precisamente esses grupos que nos fazem desenvolver a nossa capacidade de comunicação e de estabelecer relações interpessoais.

São muitos os autores que falam em processos de desenvolvimento e aprendizagem, desde Albert Bandura, Vygostky, Skinner, Piaget a outros tantos. Uns defendem o modelo mecanicista, fundamentando que as pessoas são como máquinas e respondem a estímulos ambientais, outros suportam o modelo orgânico de desenvolvimento onde o ser humano é visto como um organismo ativo no seu processo de desenvolvimento.

As perspetivas são muitas e muitos de nós até que conhecemos algumas delas, mas e a nossa perspetiva acerca de nós próprios? Quando é que aprendemos a conhecer-nos de forma singular e completa?

Zenklub Portugal

Ao longo da nossa vida, precisamos de estabelecer esquemas cognitivos que nos ajudem a compreender o mundo e que, simultaneamente contribuam para o processo de adaptação. Mas nem sempre é fácil. Já dizia o velho ditado “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. E enquanto andamos para cá e para lá, a sonhar com o que queríamos e que agora já temos, e com aquilo que continuamos a querer porque ainda não temos, a vida vai passando nos intervalos de um ritmo alucinante a que alguns chamam de vida e outros de sobrevivência.

A questão é, e nós? Onde fica o “eu”? Onde está o tempo para nós? Tempo esse que serve, não só para nos sentarmos no sofá sem fazer nada mais que, respirar e ouvir o silêncio, até àquele tempo que dedicamos a olhar-nos por dentro, a arrumar caixinhas e caixotes de uma vida que passou, de memórias, de mágoas, de acontecimentos mal resolvidos? Essas são as bagagens que todos nós deixamos de lado, é mais fácil, custa menos, e a longo prazo? Será que custará menos, ou influencia toda a nossa existência?

Porque criamos defesas? Defender de quê? De quem? Será de nós próprios e de todos aqueles caixotes que deixamos de lado por arrumar? Quem é que não ambiciona a felicidade extrema? Todos nós nos levantamos todos os dias em busca da mesma, uns procuram-na na família, outros nos amigos, a maior parte no trabalho sob vista de crescimento e independência financeira que nos permitam conquistar tudo quanto achamos que nos faz feliz, desde a casa e carro de sonho, às férias no destino mais caro do mundo, e depois? Seremos verdadeiramente felizes?

Será que a felicidade extrema não estará dentro de nós próprios? Será que nos valorizamos o suficiente que não precisamos de mais nada nem de ninguém para nos sentirmos felizes? Afinal, a resposta está em nós ou nos outros? A vida é feita de nós e eles e de “eu’s”?

Nunca haverá certezas, e no que respeita às decisões de vida e aos caminhos de felicidade a seguir nunca haverá respostas certas nem erradas, mas, ainda assim, atrevo-me a dizer que uma boa dose de valorização pessoal com uma pitada de auto estima à mistura, dá um bolo daqueles que faz feliz qualquer um.

Atreve-se a provar?

Valorize-se, ninguém o fará melhor que você.

Raquel Martins Ferreira

Raquel Martins Ferreira

Sou apaixonada pela vida e extremamente grata por fazer o que gosto. Como psicóloga, o meu foco é o desenvolvimento pessoal através do autoconhecimento e da eliminação de crenças limitadoras. Esta é a chave do seu sucesso.
Raquel Martins Ferreira

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