Recentemente, o Linkedin divulgou a edição global do ranking Top Companies 2017, as 25 empresas mais desejadas no mercado de trabalho. No mesmo sentido, a Love Mondays, uma startup de recursos humanos, publicou o ranking 50 empresas mais amadas, entre grandes empresas e PMEs.

No caso do Linkedin, a lista foi elaborada com base nas interações dos mais de 500 milhões de utilizadores da plataforma. Já a Love Mondays baseia o seu ranking de acordo com as avaliações deixadas de livre vontade pelos visitantes da página.

Esquecendo ranking e números: o que é que uma empresa onde tantas pessoas desejam trabalhar poderá ter de tão atraente? Bons salários? Benefícios? Provavelmente ambos. A verdade é que ser uma empresa desejada exige um grande investimento e uma estratégia complexa, desenhada com objectivo de atrair e reter talento.

O que querem os profissionais?

Os sinais são cada vez mais claros: o dinheiro não é tudo. Mais do que isso, ter um salário alto é o que menos importa quando o assunto é motivação profissional.

O professor de psicologia e economia comportamental no MIT (Massachusetts Institute of Technology), Dan Ariely, no seu livro Payoff: The Hidden Logic That Shapes Our Motivation (A lógica oculta que molda as nossas motivações, em tradução livre), elabora um estudo que procura desvendar o que querem os profissionais.

Ele realizou um teste com três factores motivacionais diferentes: dinheiro, pizza ou reconhecimento do chefe e aplicou-o a quarto grupos de funcionários. Mediante o alcançar de determinado objectivo, o primeiro grupo receberia um bónus em dinheiro, o segundo um voucher para uma pizza grátis e o terceiro uma mensagem de reconhecimento do chefe. O quarto grupo (o chamado grupo de controlo) recebeu apenas o objectivo, sem nenhuma recompensa.

O resultado foi surpreendente: o grupo que receberia a pizza teve um aumento de 6,7% na produtividade, contra 6,6% do grupo que receberia a mensagem do chefe. Já o grupo que receberia o bónus em dinheiro teve um aumento de 4,4% na produtividade.

Os profissionais querem ser reconhecidos como pessoas, muito mais do que apenas como elementos que fazem parte de uma máquina produtiva. Para o professor do MIT, o estudo revela que os colaboradores de uma empresa são movidos por outras variáveis que não apenas o dinheiro, devendo as empresas testar diferentes formas de motivação de acordo com o perfil da sua equipa.

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